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Recentemente, Luciano Santos, Diretor de Vendas no Facebook no Brasil, Autor do livro Seja Egoísta com sua Carreira e LinkedIn Top Voices 2020, fez um post contando dois casos de profissionais que negociaram suas vagas para que fossem 100% remotas.

“Eu dei mentoria para um engenheiro de software que pediu as contas porque a empresa queria forçá-lo a voltar pro escritório e para uma profissional que rejeitou uma oferta incrível porque seria obrigada a trabalhar 3x por semana presencialmente. Ambos mudaram para o interior de suas cidades e não estão dispostos a abrir mão da qualidade de vida. No caso do engenheiro, a empresa cedeu e permitiu que ele ficasse 100% remoto, a profissional colocou a exigência dela na mesa a está esperando uma contraproposta. Sei que são exceções e privilegiados, mas adoro ver alguns profissionais dando as cartas e moldando a dinâmica corporativa”, contou Luciano.

Para entender o cenário atual, nós realizamos uma pesquisa na nossa página do LinkedIn questionando se era ou não o momento de voltar para o escritório. 30% apontaram que não é o momento de voltar e mais de 60% responderam que preferem o modelo híbrido para sempre. Enquanto apenas 8% disse que já passou da hora de voltar para o escritório.

Essa pesquisa que fizemos corroborou o que vemos todos os dias na prática. Os profissionais já não levam em consideração apenas o salário e benefícios como plano de saúde e vale refeição, por exemplo. Quase que 100% das pessoas que entrevistamos diariamente preferem o trabalho completamente remoto ou em formato híbrido, com ida ao escritório no máximo duas vezes por semana.

Hoje, as empresas entenderam que oferecer a opção de trabalho remoto é cada vez mais necessário para que possam continuar competitivas e atraentes para os profissionais qualificados. 

Claro que sabemos que tem vagas que não se pode trabalhar de forma remota e muitas pessoas também não têm o privilégio de argumentar isso na negociação de uma vaga. Então estamos falando de uma camada social com mais privilégio, mas que tem grande peso dentro das empresas e que se não tiverem suas demandas atendidas vão para outras corporações, como o exemplo do Luciano.

Profissionais entenderam que com o trabalho remoto é possível conciliar trabalho e vida pessoal. Podem ter mais qualidade de vida fora dos grandes centros ou mesmo para aqueles que optaram por não se mudar, não precisam perder tanto tempo com deslocamento já que continuam apresentando resultados mesmo dentro de casa. 

Vale ressaltar, que para que o trabalho remoto ou híbrido funcione é preciso ajuste das duas partes. Para o funcionário, é preciso entender que caso a empresa tenha horário de trabalho determinado é preciso estar disponível, além disso, ter foco e disciplina para desenvolver as tarefas e inclusive saber separar a hora do trabalho dos momentos de descanso para não desenvolver um burnout, são premissas básicas.

Já do lado das empresas, é preciso entender que oferecer a opção de trabalho remoto ou híbrido é um benefício para atrair e reter talentos e continuar atraente para profissionais qualificados.

Depois de mais de dois anos, tempo que estamos em pandemia, as empresas que adotaram o modelo de home office já viram que é possível continuar a ter resultados positivos. Talvez alguns ajustes de gestão precisem ser feitos ou ainda negociar para o modelo híbrido caso tenha notado perda de produtividade. O que não dá é para voltar ao escritório com o argumento de sempre ter sido assim. Quem tiver essa mentalidade de não querer ouvir e apenas impor suas vontades vai perder talentos. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1940 a expectativa de vida no Brasil era de 45,5 anos. Esta expectativa vem subindo desde então, e, em 2018, chegou aos 76,3 anos. Até 2050, a projeção é que a média de vida dos brasileiros seja de 80,57 anos. Esses dados impactam diretamente o mercado de trabalho, pois profissionais de 50, 60 e até de 70 anos estão se reinventando e ficando mais tempo no mercado de trabalho.

Embora haja um esforço por parte desses profissionais para se manter atualizado, muitas empresas ainda têm preconceito na hora da contratação, por acreditarem que as pessoas mais jovens trarão mais dinamismo, além de entender mais facilmente a dinâmica da empresa, ao contrário de pessoas mais velhas. 

É um erro muito comum nas corporações. Claro que os mais jovens tendem a estar mais atualizados e serem mais tecnológicos. No entanto, uma empresa ganha quando tem uma equipe diversa, tanto do ponto de vista de raça e gênero, como de idade.

E vale ressaltar que pessoas com mais experiência no mercado de trabalho, e com a idade mais avançada, tendem a ser mais engajadas com as metas e diretrizes da empresa. Além disso, tem a experiência necessária para atuar em um cenário de crise. Em uma atuação de crise, o tempo de experiência é fundamental.

Profissionais de 50, 60, e até 70 anos, não só conseguem produzir muito bem, como também cooperam para um ambiente melhor de trabalho e postura profissional no exercício de qualquer ocupação. Tanto que hoje, os profissionais acima de 50 anos já atingem cerca de 17% da força de trabalho no Brasil.

Um mito muito comum que empresas acreditam é que a contratação de um profissional mais jovem é mais barato. O que vai estipular a faixa salarial são as demandas da vaga oferecida. No geral, existe um valor que a empresa tem para determinada vaga e o recrutador tem que ir em busca do profissional com o perfil ideal, descartando qualquer pré conceito relacionado a gênero, raça ou idade. O profissional ideal é aquele que atende as características exigidas. Se ele tiver 60 anos, pode ser ainda melhor, pois possivelmente será extremamente comprometido.

É preciso derrubar o mito de falta de intimidade com tecnologia e agilidade. A idade não vai caracterizar a pessoa, afinal, com o avanço da tecnologia, alguém atualizado hoje pode não estar mais atualizado em 1 ano. Isso independente da idade. Atualização tem muito mais a ver com o perfil da pessoa do que com a idade em si.

Se você é profissional com mais de 50 anos veja algumas dicas para aumentar suas  chances de contratação:

1 – Mantenha-se atualizado.

Nos processos seletivos sempre observamos se os candidatos são pessoas atualizadas sobre os principais acontecimentos, bem como sobre ferramentas que serão utilizadas no dia a dia do trabalho. 

2 – Valorize e saiba vender sua experiência profissional

Com passagem por diversas empresas e tendo vivenciado muitas coisas no ambiente profissional é importante destacar como pode fazer diferença em momentos de crise e tomadas de decisões importantes. Faça um currículo atrativo destacando seus pontos fortes, seus resultados bem como suas principais experiências anteriores. Várias empresas preferem profissionais mais experientes do que treinar alguém que nunca trabalhou antes.

3 – Atualize seu currículo e Linkedin

Estar nas plataformas de contratação mais atuais mostra que você está atualizado sobre o mercado. Contribua com ideias, sugestões, fale sobre o mercado e mostre que você está atualizado sobre o que acontece na sua profissão. Além disso, mantenha os sempre atualizados com cursos que você faça.

4 – Faça cursos na sua área de atuação

Fazer cursos vai te ajudar a se manter atualizado, mas além disso, ampliar sua rede de contatos. Vale lembrar que aprender um pouco mais sempre é bem vindo.

5 – Aprenda novas tecnologias

Fique atento às novas tecnologias, aos novos recursos, aplicativos e demais programas digitais. O mundo exige que se tenha abertura para aprender a usar todas tecnologias que são oferecidas. E se for necessário, peça ajuda a quem tem mais conhecimento.

No ano que passou os Estados Unidos registraram mais de 24 milhões de pedidos de demissão entre abril e setembro, um dos números mais altos dos últimos anos. Outros países também ricos e desenvolvidos, como Alemanha e Japão, também percebem o movimento. Segundo especialistas em carreira, a razão é a pandemia, responsável pelo aumento nos processos de exaustão e por uma deterioração da saúde mental de pessoas em diferentes países. No Brasil não é diferente. O país registrou recorde de 29.488 pedidos de demissão por dia em fevereiro.  560.272 pessoas decidiram abandonar seus empregos, maior número desde janeiro de 2020, segundo levantamento feito pela LCA Consultores.

Além de impactos na saúde mental que chegou com a pandemia, as pessoas começaram a se questionar sobre valores pessoais e a relação com o lado profissional. Essa empresa tem flexibilidade de local de trabalho e horário? Leva em consideração a saúde mental do funcionário? Como é feita a gestão? Existe uma cultura forte? É uma empresa que é diversa nas contratações? Esses são alguns questionamentos que os profissionais fazem hoje em dia antes de aceitar uma vaga e isso muda todo o cenário. Antes as empresas ditavam as regras, mas hoje o profissional também pondera.

De acordo com estudo Tendências Globais de Talentos 2022 do LinkedIn, quase 50% dos colaboradores desejam que as empresas construam uma cultura que priorize a flexibilidade. Além disso, os profissionais entrevistados também destacaram a importância de desenvolvimento profissional (59%), saúde mental e bem-estar (42%), treinamento de gestores para liderança de equipes remotas e híbridas (35%) e diversidade e inclusão (26%).

A pesquisa mostra que funcionários que trabalham em empresas que oferecem flexibilidade de horário e local de seus trabalhos têm quase 2,5x mais probabilidade de se sentirem satisfeitos e cerca de 2x mais chances de recomendar a empresa para outras pessoas.

Um sinal de que as empresas estão atentas a isso é que a oferta de vagas que mencionam flexibilidade no LinkedIn subiu 83% desde 2019. Esses dados deixam mais do que evidente que as pessoas estão engajadas no assunto e que, cada vez mais, passam a cobrar as companhias por ações neste sentido. Foi o que afirmou Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para América Latina.

As empresas entenderam que oferecer a opção de trabalho remoto é cada vez mais um diferencial para que possam continuar competitivas e atraentes para os profissionais qualificados.

Claro que tem vagas que não se pode trabalhar de forma remota e muitas pessoas também não têm o privilégio de argumentar isso na negociação de uma vaga. Então estamos falando de uma camada social com mais privilégio, mas que tem grande peso dentro das empresas e que se não tiverem suas demandas atendidas vão para outras corporações.

Por Jorge Martins – CEO da consultoria de RH Bullseye Executive Search

Parece bobagem dizer isso, mas nunca sabemos como será o dia de amanhã, principalmente quando falamos de carreira. Então, além do que todos os profissionais já sabem, que não se deve fechar portas e nem sair em uma situação ruim de uma empresa, outra sugestão é que nunca se deve parar de olhar o mercado ou deixar de ouvir propostas que surgem, mesmo que você esteja bem no seu emprego atual.

É muito comum que quando o profissional está estabilizado, bem na carreira e se sentindo confortável financeiramente e profissionalmente, que ele pare de buscar oportunidades e de ouvir eventuais propostas. No entanto, com o mercado cada vez mais volátil é um erro muito grande, afinal não existe garantia de emprego vitalício, por mais que o colaborador vista a camisa do local onde trabalha.

Vale lembrar que para as corporações muitas vezes aquele funcionário é apenas um número. E mesmo quando ela o valoriza, caso seja necessário algum corte, pode ser que a empresa precise pensar nos negócios e não possa continuar com ele. Por isso, não é errado ser egoísta com a sua carreira.

Para se manter sempre ativo e visto no mercado, é sempre bom fazer cursos para se manter atualizado, além de levar em conta sempre participar de congressos para manter o networking, deixar o LinkedIn atualizado, olhar vagas para saber se seu salário continua competitivo e, principalmente, caso seja procurado por recrutadores, nunca recuse uma oportunidade antes de ouvir a proposta e ponderar todos os benefícios da oferta.

Durante minha trajetória profissional já conversei com candidato com mais de 10 anos em uma empresa, que durante esse período havia recebido poucos aumentos salariais, pouco reconhecimento e sem qualquer planejamento de carreira, com todos os componentes que justificavam a saída daquele trabalho, mas quando recebem uma proposta acham que não é o momento de sair, que o chefe vai enxergar de uma outra forma. No entanto, posso afirmar que isso é muito difícil de acontecer. E tenho experiência de muitos anos com carreiras.

É preciso pensar que todo sucesso tem uma grande parcela de suor, dedicação e, principalmente falta de conforto, para ser alcançado. Por isso, muitas vezes é necessário sair da zona de conforto e investir em desafios.

Claro que não há nada errado em não ter um crescimento acelerado de carreira ou até mesmo passar a vida como analista, contanto que você seja feliz assim. Quando falamos de sucesso, abrimos um leque muito grande e importante para avaliarmos. O sucesso de cada um é altamente particular e reforço que o importante é ser feliz.

Contudo, vale destacar que as pesquisas apontam que a maior parte das pessoas empregadas hoje, não estão felizes! E achar que vai ter resultados diferentes com as mesmas atitudes de sempre é definição de loucura. 

Tanto o colaborador pode ser desligado de forma repentina como ele pode perder o interesse de continuar na empresa depois de alguns anos e por isso é bom sempre estar atento às propostas, afinal, conseguir um emprego novo, sabemos, não é uma tarefa fácil. Muitos profissionais podiam estar em uma realidade diferente e muitas vezes não mudam por medo de novos desafios e pela pseudo sensação de “segurança” (mesmo que infeliz) que o emprego atual aparenta oferecer.

O número de candidatos que recusam uma proposta sem nem ao menos escutar do que se trata ou até mesmo ouvir sobre os benefícios de uma proposta é muito grande. Alguns até ouvem, mas tomam decisões baseadas em fatores emocionais enquanto as empresas, na hora de uma promoção, aumento ou demissão, avaliam números.

Com a chegada da pandemia, os candidatos estão ainda mais amedrontados quando o assunto é mudar de empresas e muitos não querem nem mesmo escutar o que recrutadores tem a oferecer. De dois anos pra cá, quando modelos de trabalho se alteraram, ficou altamente normal atitudes como não atender ao telefone, não demonstrar empatia ao próximo, indisponibilidade para comunicações espontâneas, falta de atenção a informações relevantes e medo de “se abrir” para o novo. E tudo isso dificulta muito a percepção de boas oportunidades.

JORGE MARTINS – CEO Bullseye Executive Search

Graduated in Business Administration and MBA in Marketing. Jorge has worked for 2 years as a consultant at Sebrae, advising small and medium-sized companies in the areas of process, quality and marketing. He also worked for nearly 5 years at IBM (Brazil and New York) in sales and finance at the company's international center of excellence. Since 2008 Jorge has been working in the Recruitment and selection of consultancy area for sales, marketing, finance, accounting, tax, HR, legal and operations.

Com a retomada da economia, o mercado de trabalho volta a ficar aquecido e as oportunidades de emprego reaparecem, tanto para quem está desempregado, quanto para aqueles que já estão trabalhando. E aí, começa a corrida das empresas por profissionais e uma prática muito comum volta ao jogo: a contraproposta, prática onde as empresas oferecem uma proposta aparentemente melhor para não perder funcionários da casa. Cobrindo assim, ofertas de salário, fazendo readequação de cargos, entre outros movimentos.

Essa prática é aparentemente algo que soa como bastante positivo entre alguns profissionais. Afinal, podem se sentir valorizados, ganhando um salário maior e eventualmente uma promoção de nível de cargo de forma repentina. Esses são só alguns “benefícios” que as pessoas costumam citar quando recebem uma contraproposta das empresas que estão atualmente.

No entanto, o que inicialmente pode parecer muito positivo pode virar uma armadilha para a carreira. É importante se questionar sobre alguns pontos: quando começou a procurar emprego a razão era que você não estava feliz, não via oportunidade de crescimento, a empresa tem um ambiente tóxico que você já vinha querendo mudar a bastante tempo? Não tinha um plano de carreira?  Se a resposta for sim para a maior parte das perguntas, será que aceitar a contraproposta não deve ser repensada? Afinal, depois que passar um tempo, a tendência é que os problemas voltem a aparecer e esse profissional pode ter deixado passar uma oportunidade muito melhor.

O profissional deve avaliar de forma muito crítica quando recebe uma contraproposta. Isso porque, na prática, a empresa só ofereceu condições melhores de trabalho depois que aquele funcionário recebeu uma proposta melhor.  Se a companhia tem a possibilidade de melhorar salários e oferecer benefícios a seus funcionários, por qual razão propor isso apenas quando está prestes a perdê-los?

É comum vermos o candidato desistir de uma oportunidade que já tinha aceitado, que de fato pode ser muito melhor para ele, somente porque a empresa que está atualmente fez uma contraproposta. No entanto, ele não avalia que não existiu valorização do trabalho anterior e real reconhecimento. Isso nada mais é do que um comodismo das companhias para não ter que fazer novas contratações.

Vale lembrar, que além da suposta valorização, que não é real, ainda existe uma falsa sensação de crescimento, pois muitas vezes são feitos convites de promoções apenas para motivar o funcionário. E quando não tem um planejamento de carreira, pensando no desenvolvimento do funcionário, ele pode não ficar pronto para o mercado, para quando decidir mudar. 

Isso é um erro grave, pois existem ciclos e fases na vida profissional que todos os profissionais têm que passar para adquirir maturidade e relevância dentro da área de atuação. Primeiro por aprendizado, uma vez que quando ele sair daquela empresa ele vai estar apto de fato a ocupar o cargo a altura do seu potencial real. E segundo, porque se em algum momento ele for demitido e tentar se recolocar, a ascensão rápida de carreira, que não veio de forma planejada e estruturada, mas sim de uma estratégia da empresa para manter o funcionário, vai deixar o currículo deste profissional não condizente com as características que outras corporações pedem, e com isso ele pode não conseguir se recolocar.

Muitas vezes a decisão de permanecer na empresa atual está ligada ao financeiro, mas também ao comodismo e medo do novo. No entanto, é importante avaliar na oportunidade que surgiu, se há planejamento de carreira, possibilidade de aprendizado e de uma valorização a longo prazo. Isso é o que de fato vai tornar o profissional competitivo para o mercado e com possibilidades de recolocações mesmo em momentos difíceis.

Pesquisa revela que 70% dos profissionais brasileiros dizem estar com cargas mais altas na pandemia

Com a chegada da pandemia e o isolamento social, o home office tornou-se uma solução para que o trabalho não parasse de uma vez. Muitas adequações foram feitas em casa, para que o ambiente se tornasse o mais apropriado, dentro do possível. Os resultados positivos são evidentes, tanto que muitas empresas entregaram seus escritórios e muitas pessoas não se veem voltando ao formato anterior. No entanto, surgiu também uma nova preocupação: a falta de limite para atividades laborais e a sobrecarga pela necessidade de produzir.

Esse comportamento pode ser muito prejudicial como um todo, pois trabalhos não deveriam impactar negativamente a saúde de ninguém e, além disso, impacta diretamente na produtividade da empresa.

A chamada ‘Produtividade Tóxica’ não é algo recente, mas agravou-se na pandemia. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 70% dos profissionais brasileiros dizem estar com cargas de trabalho mais altas em 2020 e 2021. O aumento se deu pela redução de equipes com metas cada vez mais rigorosas e também pela insegurança da crise no mercado de trabalho, fazendo com que funcionários sintam a necessidade de entregar cada vez mais resultados para manter seus empregos a salvo. E Isso pode levar as pessoas à exaustão profissional.

O fato do trabalho agora estar em casa acaba confundindo os sentidos, o que leva à sensação de que há uma obrigação em responder às demandas o tempo inteiro, independente do horário. Muitas vezes, enquanto se trabalha é preciso lidar com tarefas domésticas ou resolver problemas pessoais. Não há um descolamento de espaço físico sobre o momento de trabalho e afazeres de casa. Tudo acontece ao mesmo tempo, misturando relações pessoais e profissionais que deveriam ser muito bem definidas e que eram mais separadas em outros tempos. E com essa falta de limite e definição a nossa saúde mental está sendo colocada à prova o tempo todo.

O melhor caminho é uma sensatez de mão dupla, tanto dos funcionários que consigam identificar e demarcar seu horário de expediente e seu momento de descanso, bem como os chefes das equipes, que devem saber identificar sinais de que o seu colaborador está exacerbado. Chegamos em um ponto em que a produtividade tóxica provoca um sentimento de culpa quando estamos aproveitando nosso tempo de descanso. No entanto, ele é tão necessário quanto os resultados. O corpo e a mente precisam disso para desenvolver a criatividade, as atividades rotineiras e o equilíbrio mental.

por Jorge Martins

Existe uma expressão popular que diz: “O seu copo está meio cheio, ou meio vazio?” é uma metáfora sobre a forma que as pessoas têm de enxergar a vida: de maneira positiva ou negativa. Questão de perspectiva! Cada pessoa pode entender de uma forma particular as situações, mesmo as mais desafiadoras. E isso se aplica também ao momento atual que estamos vivendo em relação ao mercado de trabalho. 

É inegável o estrago que a pandemia está causando do ponto de vista econômico e social. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de desempregados totalizou 14,8 milhões de pessoas.

No entanto, existem oportunidades no mercado, e a forma de olhar o cenário atual pode impactar aqueles que estão buscando recolocação ou que querem empreender. Muitas pessoas não estão buscando vagas ou recolocação simplesmente porque acham que está tudo parado. No entanto, existem empresas que estão crescendo e contratando. Principalmente aqueles profissionais que se adaptaram bem ao modelo home office e continuam rendendo e dando resultados.

O momento pode ser visto também como o lado cheio do copo para aqueles que querem mudar de área ou até empreender. Muitos profissionais foram desligados da empresa por corte e acabaram recebendo uma boa rescisão. Será que não é o momento de apostar naquele sonho que sempre esteve na gaveta e colocar em prática? 

É momento de empresas e pessoas se reinventarem e ver o que o mercado está pedindo agora para investir.

Não são só pessoas que têm que se adaptar e reinventar em momentos de crise. Veja as empresas, por exemplo. Elas tiveram seus processos digitais acelerados, seja em relação à venda de seus produtos e serviços, mas também do modelo de trabalho. Para trabalhadores a mensagem é a mesma: adaptação. Claro que não estamos falando de profissionais liberais ou de classes desfavorecidas, que são os mais impactados. Mas para aqueles que têm um pouco mais de estabilidade e se viram tendo que mudar de repente, acabaram adquirindo novas habilidades e até mesmo os que foram demitidos, decidiram aproveitar para fazer cursos e mudar de carreira ou até mesmo pegaram o dinheiro da rescisão para empreender.

É nessas horas que você tem que ver como prefere olhar o copo. Se meio cheio ou vazio. Eu sugiro olhar de forma mais otimista, encarando como uma oportunidade de crescimento e mudança.

Para aqueles que miram uma nova profissão, uma opção é olhar para o que o mercado vem buscando.  Na Bullseye Executive Search, empresa de recrutamento e seleção que sou cofundador, temos observado uma grande procura por pessoas qualificadas para posições nas áreas mais técnicas de engenharia, a área comercial, jurídico corporativo, comunicação e claro, tecnologia. Então mesmo que você não seja dessas áreas, mire em empresas de setores que estão crescendo.

Outro fator relevante é que a pandemia fez muitas pessoas repensarem os seus propósitos de vida, incluindo a carreira profissional. Trabalhadores que antes ficavam de 12 à 14 horas no trabalho, hoje valorizam mais os momentos em família. Outros, que tinham como meta chegar ao primeiro milhão, já refletem se vale mesmo a pena engordar a conta bancária se não há saúde. Aproveitar esse momento para repensar pode ser muito positivo.

Se depois de refletir, entender que esse de fato não é o trabalho que quer estar, é ideal montar um plano de ação. Se pergunte: Quais habilidades eu tenho? Quais áreas gostaria de atuar se não for a área que atua hoje? quais cursos posso fazer para me inserir nesse setor que estou mirando? Essas são algumas perguntas que devem ser respondidas para começar a busca.

Não importa se empreendendo, mudando de área ou buscando recolocação. A visão que se tem sobre o mercado hoje vai ajudar na conquista. É sempre melhor quando conseguimos olhar para o copo meio cheio, pois enxergamos mais as oportunidades.

Sobre Jorge Martins:

Executivo com expertise em melhoria de processos e habilidades de gestão de pessoas. É formado em Administração com MBA em Marketing e mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, gestão comercial, recursos humanos, finanças e marketing em empresas como: IBM, Robert Half e Bullseye Executive Search. Fundador da consultoria Bullseye

Sobre a Bullseye Executive Search: A empresa foi fundada em 2016 por sócios que desenvolveram suas carreiras em empresas multinacionais. Juntos, possuem mais de 24 anos de experiência na área de consultoria para empresas de pequeno, médio e grande porte, com foco em recrutamento e seleção de profissionais, mapeamento de mercado, consultoria de negócios e coaching profissional. https://beexecutive.com.br/

Movimento que surgiu nos Estados Unidos aponta que a geração millennial está “pedindo as contas” priorizando novos propósitos profissionais no pós pandemia

A área de RH das empresas vem passando por inúmeras transformações e nos próximos meses a tendência é acentuar, principalmente quando o funcionário for um millennial. Isso porque, existe uma tendência cada vez maior dessa geração, que nasceu após o início da década de 1980 até, aproximadamente, o final do século, de repensar o estilo de vida e o lado profissional, que vem se acentuando ainda mais depois da pandemia.  

A tendência já se nota nos Estados Unidos e, segundo os especialistas, pode vir a ser global. Especialistas batizaram esse movimento de “economia YOLO”. A sigla, em inglês, quer dizer “you only live once”, ou seja, “você só vive uma vez”. E, em função disso, muitos estão pedindo as contas para viver como acreditam.

Para Jorge Martins, CEO da Bullseye Executive Search, empresa especializada em recrutamento e seleção de carreiras, esse movimento é uma resposta à valorização da vida e do próprio trabalho. “Com a pandemia, as pessoas começaram a se questionar sobre valores pessoais. Trabalhar para ganhar dinheiro, sim. Mas o que fazemos com esse dinheiro? Qual o retorno que temos disso? Temos tempo para usufruir, ou vivemos para pagar contas e mais contas?”, explica Martins, complementando que os profissionais de RH terão um desafio para contratar e reter esses profissionais que encaram o trabalho de uma outra maneira.

No início da pandemia, as empresas colocaram em xeque a produtividade do seu funcionário em Home Office e não pensaram em como esse indivíduo podia estar vivendo em exaustão, engatando reuniões virtuais uma atrás da outra sem hora para começar e terminando o dia de trabalho sem sentir o apoio das lideranças. Isso fez muita gente repensar. Com o aumento das taxas de vacinação e uma conta bancária mais recheada, em função da economia forçada provocada pelo isolamento, muitos jovens vêm questionando se não é o momento de mudar e ir em busca de trabalhos com mais propósito e liberdade. 

“Enquanto alguns procuram uma nova colocação no mercado de trabalho, outra parcela investe em seus próprios negócios, ou até mesmo estão literalmente no mercado de trabalho”, observa o especialista.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft em janeiro deste ano, com mais de 31 mil trabalhadores globais, apontou que mais de 40% estavam pensando em deixar seu empregador este ano. Enquanto isso, nos Estados Unidos, 2,5 milhões de pedidos de abertura de novas empresas foram feitos em 2021 até o mês de maio, o que corrobora com o aumento de investimentos em novos projetos.

A pandemia levou as pessoas a repensarem suas prioridades, e com isso, muitos trabalhadores começaram a questionar o estilo de vida que o trabalho pode oferecer. Percebendo esse movimento, empresas como LinkedIn, Twitter, entre outras gigantes internacionais, passaram a oferecer benefícios visando prevenir a evasão de bons profissionais Para isso, criaram pacotes com folgas remuneradas, dias extras de descanso mensais, e até mesmo férias com despesas pagas. 

“Acredito que teremos que alinhar as expectativas dos trabalhadores com as metas e valores da empresa, caso contrário, as corporações podem perder talentos importantes e que podem trazer danos irreparáveis à sua rentabilidade” finaliza Jorge.

LinkedIn, Indicação ou cadastro de currículo no site? Qual das ações é mais efetiva?    

Uma das principais fórmulas dos últimos anos para conseguir um trabalho é manter o currículo atualizado e enviar para as empresas pretendidas. Hoje em dia, o cenário não é mais tão simples. O surgimento do LinkedIn, as conexões pessoais, habilidades comportamentais, entre muitas outras coisas, passaram a fazer parte do processo de candidatura. Mas então, qual seria a forma mais correta de buscar por um trabalho?

Por aqui não acreditamos em uma fórmula mágica, mas sim um conjunto de fatores. A atualização de currículo e portfólio são muito importantes, bem como a forma de se portar em uma entrevista. No entanto, a indicação é algo que traz confiança ao recrutador. Por isso, muitas das vezes, ela é o fator determinante de uma contratação.

Nesse momento, o papel do recrutador é essencial, pois vai conseguir avaliar se de fato aquele nome indicado faz sentido para a posição que está aberta. É possível fazer uma triagem entres os candidatos e qual o perfil se encaixa melhor com a vaga, otimizando o processo seletivo da empresa e buscando melhor performance. Além disso, o time de recrutamento pode avaliar os funcionários já existentes dentro das empresas, podendo realocar um colaborador em uma determinada posição, o que pode até evitar abertura de vagas sem necessidade.

Em relação ao envio de currículo, as empresas recebem muitas candidaturas, então para se destacar tenha certeza que seu currículo está bem escrito e estruturado. Quando você estiver se candidatando a uma vaga específica, é importante também que as informações contidas no currículo preencham os requisitos propostos pelo contratante, como idiomas, formação e experiência prévia na função. Se você tem as características pretendidas, destaque as palavras-chave que a vaga a que você vai se candidatar está pedindo, priorizando tópicos e informações. 

Em relação ao LinkedIn, essa é sem dúvida uma das principais ferramentas hoje para buscar empregos e mostrar ao mercado o que você vem desenvolvendo. O seu perfil deve estar sempre atualizado, destacando projetos de relevância, números de impacto, empresas que fez parte, foto profissional e, se possível, conteúdo rico e relevante que mostra você como expert na sua área de atuação. Aqui nesta ferramenta também entra um pouco de indicação. Então se possível peça que as pessoas escrevam recomendações para você, enaltecendo suas qualidades e diferenciais. Isso pode ajudar muito. 

Quando for chamado para entrevista pesquise sobre a empresa, veja a cultura, missão, valores e já formule algumas ideias de como você pode contribuir com a área que está se candidatando. Isso pode impactar o recrutador. No mais, boa sorte! 

Tem dúvidas ou sugestões? Deixa aqui nos comentários. 

Falar que o mercado de trabalho e as relações profissionais mudaram drasticamente no último ano é chover no molhado. Um dos fatores mais relevantes dessa mudança é que a atividade profissional foi para dentro das casas. De presidentes a funcionários, todos nós tivemos que nos adaptar. Foram muitos desafios, incluindo soluções para ter eficiência de equipe, como desenvolver uma boa liderança sem contato físico, como contratar a distância, entre tantos outros pontos. Mas chegou a hora de falar do futuro. E é mirando o futuro do mercado de trabalho que a Microsoft desenvolveu uma pesquisa chamada: ‘The Next Great Disruption Is Hybrid Work—Are We Ready?’, questionando se estamos prontos para o modelo híbrido.

Aqui no Brasil as empresas já estão considerando esse formato, onde parte do trabalho é desenvolvido de forma remota e partes do escritório. Esse último ano funcionou como um test drive onde as organizações tiveram uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. Ficou claro que é possível trabalhar de casa e apresentar resultados positivos. Ganha a empresa e o funcionário que não precisa se deslocar horas por dia em um transporte público ou pegar trânsito. Por outro lado, existem pontos de atenção que a empresa precisa ter em relação a interatividade de equipe, por exemplo, onde a falta dela pode trazer complicações.

Países como Estados Unidos, Nova Zelândia e alguns da Europa, que já estão com a vacinação em ritmo mais avançado, já estão validando o modelo híbrido onde funcionários vão a empresa alguns dias e trabalham de casa outros. E pegando um exemplo na prática, temos a Microsoft que foi a cobaia para pesquisa que está testando internamente o modelo híbrido para mais de 160.000 funcionários ao redor mundo.

Por aqui, acreditamos que trabalho híbrido é inevitável, nas áreas que forem possíveis, e líderes empresariais estão promovendo atualizações para acomodar o que os funcionários desejam: o melhor dos dois mundos. O estudo diz, por exemplo, que 66% dos gestores entrevistados estão considerando promover mudanças físicas nos escritórios já se adequando à necessidade de 73% de funcionários que dizem querer mais flexibilidade.

Estamos todos aprendendo à medida que avançamos, mas sabemos duas coisas com certeza: o trabalho flexível veio para ficar e o cenário de talentos mudou fundamentalmente. O trabalho remoto criou novas oportunidades de trabalho para alguns, além de mais tempo para a família e não necessidade do deslocamento diário. No entanto, as equipes ficaram mais isoladas este ano e o esgotamento digital é uma ameaça real e insustentável, destaca a pesquisa.

Com isso, é necessário levar cada vez mais em conta a humanidade e empatia para ambientes profissionais. Vídeos chamadas básicas para saber como o funcionário tem lidado com o dia a dia, se mostrar aberto e atento para ouvir, além de ser solidário para ajudar nos problemas vai ajudar muito a fortalecer essa relação de gestores e funcionários que é tão importante. E todos saem ganhando.

Alguns dados de destaque na pesquisa:

  • Com mais de 40% da força de trabalho global considerando deixar seu empregador este ano, uma abordagem cuidadosa ao trabalho híbrido será crítica para atrair e reter talentos diversos.
  • Um em cada cinco entrevistados da pesquisa global disse que seu empregador não se preocupa com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 54% se sentem sobrecarregados. 39% se sentem exaustos. Além disso, funcionários chamam atenção para o esgotamento digital com alto volume de reuniões e chats que aumentam a cada dia.
  • A Geração Z, que nasceu entre 90 e 2010, está enfrentando mais desafios. Desde trazer novas ideias para a mesa, até simplesmente se sentir engajado ou animado com o trabalho.
  • A normatização do que acontece no dia a dia das casas aumentará a produtividade e o bem-estar. À medida que as pessoas enfrentavam um estresse sem precedentes, balanceavam creches e educação em casa, trabalhavam em salas de estar, acalmavam cachorros latindo e afastavam gatos curiosos, algo mudou: o trabalho se tornou mais humano.

Não se afastando muito de outros países, o Brasil adotava um modelo de trabalho muito conservador, onde existia o medo do funcionário que não estivesse sentado na mesa do escritório pelo menos de  9 às 18h não estivesse produzindo. Além disso, muitas empresas adoravam ver seus times fazendo longas horas extras – algumas ainda utilizam este método para identificar “profissionais dedicados” – . Contudo, hoje o home office mostrou que era uma visão equivocada e, por mais que tenham empresas que não passem a adotar o modelo híbrido, essa discussão está aberta e o debate sobre esse ponto só vai trazer benefícios. 

E você, o que pensa sobre o modelo de trabalho híbrido? Participe dessa discussão deixando seu comentário.