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Movimento que surgiu nos Estados Unidos aponta que a geração millennial está “pedindo as contas” priorizando novos propósitos profissionais no pós pandemia

A área de RH das empresas vem passando por inúmeras transformações e nos próximos meses a tendência é acentuar, principalmente quando o funcionário for um millennial. Isso porque, existe uma tendência cada vez maior dessa geração, que nasceu após o início da década de 1980 até, aproximadamente, o final do século, de repensar o estilo de vida e o lado profissional, que vem se acentuando ainda mais depois da pandemia.  

A tendência já se nota nos Estados Unidos e, segundo os especialistas, pode vir a ser global. Especialistas batizaram esse movimento de “economia YOLO”. A sigla, em inglês, quer dizer “you only live once”, ou seja, “você só vive uma vez”. E, em função disso, muitos estão pedindo as contas para viver como acreditam.

Para Jorge Martins, CEO da Bullseye Executive Search, empresa especializada em recrutamento e seleção de carreiras, esse movimento é uma resposta à valorização da vida e do próprio trabalho. “Com a pandemia, as pessoas começaram a se questionar sobre valores pessoais. Trabalhar para ganhar dinheiro, sim. Mas o que fazemos com esse dinheiro? Qual o retorno que temos disso? Temos tempo para usufruir, ou vivemos para pagar contas e mais contas?”, explica Martins, complementando que os profissionais de RH terão um desafio para contratar e reter esses profissionais que encaram o trabalho de uma outra maneira.

No início da pandemia, as empresas colocaram em xeque a produtividade do seu funcionário em Home Office e não pensaram em como esse indivíduo podia estar vivendo em exaustão, engatando reuniões virtuais uma atrás da outra sem hora para começar e terminando o dia de trabalho sem sentir o apoio das lideranças. Isso fez muita gente repensar. Com o aumento das taxas de vacinação e uma conta bancária mais recheada, em função da economia forçada provocada pelo isolamento, muitos jovens vêm questionando se não é o momento de mudar e ir em busca de trabalhos com mais propósito e liberdade. 

“Enquanto alguns procuram uma nova colocação no mercado de trabalho, outra parcela investe em seus próprios negócios, ou até mesmo estão literalmente no mercado de trabalho”, observa o especialista.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft em janeiro deste ano, com mais de 31 mil trabalhadores globais, apontou que mais de 40% estavam pensando em deixar seu empregador este ano. Enquanto isso, nos Estados Unidos, 2,5 milhões de pedidos de abertura de novas empresas foram feitos em 2021 até o mês de maio, o que corrobora com o aumento de investimentos em novos projetos.

A pandemia levou as pessoas a repensarem suas prioridades, e com isso, muitos trabalhadores começaram a questionar o estilo de vida que o trabalho pode oferecer. Percebendo esse movimento, empresas como LinkedIn, Twitter, entre outras gigantes internacionais, passaram a oferecer benefícios visando prevenir a evasão de bons profissionais Para isso, criaram pacotes com folgas remuneradas, dias extras de descanso mensais, e até mesmo férias com despesas pagas. 

“Acredito que teremos que alinhar as expectativas dos trabalhadores com as metas e valores da empresa, caso contrário, as corporações podem perder talentos importantes e que podem trazer danos irreparáveis à sua rentabilidade” finaliza Jorge.

LinkedIn, Indicação ou cadastro de currículo no site? Qual das ações é mais efetiva?    

Uma das principais fórmulas dos últimos anos para conseguir um trabalho é manter o currículo atualizado e enviar para as empresas pretendidas. Hoje em dia, o cenário não é mais tão simples. O surgimento do LinkedIn, as conexões pessoais, habilidades comportamentais, entre muitas outras coisas, passaram a fazer parte do processo de candidatura. Mas então, qual seria a forma mais correta de buscar por um trabalho?

Por aqui não acreditamos em uma fórmula mágica, mas sim um conjunto de fatores. A atualização de currículo e portfólio são muito importantes, bem como a forma de se portar em uma entrevista. No entanto, a indicação é algo que traz confiança ao recrutador. Por isso, muitas das vezes, ela é o fator determinante de uma contratação.

Nesse momento, o papel do recrutador é essencial, pois vai conseguir avaliar se de fato aquele nome indicado faz sentido para a posição que está aberta. É possível fazer uma triagem entres os candidatos e qual o perfil se encaixa melhor com a vaga, otimizando o processo seletivo da empresa e buscando melhor performance. Além disso, o time de recrutamento pode avaliar os funcionários já existentes dentro das empresas, podendo realocar um colaborador em uma determinada posição, o que pode até evitar abertura de vagas sem necessidade.

Em relação ao envio de currículo, as empresas recebem muitas candidaturas, então para se destacar tenha certeza que seu currículo está bem escrito e estruturado. Quando você estiver se candidatando a uma vaga específica, é importante também que as informações contidas no currículo preencham os requisitos propostos pelo contratante, como idiomas, formação e experiência prévia na função. Se você tem as características pretendidas, destaque as palavras-chave que a vaga a que você vai se candidatar está pedindo, priorizando tópicos e informações. 

Em relação ao LinkedIn, essa é sem dúvida uma das principais ferramentas hoje para buscar empregos e mostrar ao mercado o que você vem desenvolvendo. O seu perfil deve estar sempre atualizado, destacando projetos de relevância, números de impacto, empresas que fez parte, foto profissional e, se possível, conteúdo rico e relevante que mostra você como expert na sua área de atuação. Aqui nesta ferramenta também entra um pouco de indicação. Então se possível peça que as pessoas escrevam recomendações para você, enaltecendo suas qualidades e diferenciais. Isso pode ajudar muito. 

Quando for chamado para entrevista pesquise sobre a empresa, veja a cultura, missão, valores e já formule algumas ideias de como você pode contribuir com a área que está se candidatando. Isso pode impactar o recrutador. No mais, boa sorte! 

Tem dúvidas ou sugestões? Deixa aqui nos comentários. 

Falar que o mercado de trabalho e as relações profissionais mudaram drasticamente no último ano é chover no molhado. Um dos fatores mais relevantes dessa mudança é que a atividade profissional foi para dentro das casas. De presidentes a funcionários, todos nós tivemos que nos adaptar. Foram muitos desafios, incluindo soluções para ter eficiência de equipe, como desenvolver uma boa liderança sem contato físico, como contratar a distância, entre tantos outros pontos. Mas chegou a hora de falar do futuro. E é mirando o futuro do mercado de trabalho que a Microsoft desenvolveu uma pesquisa chamada: ‘The Next Great Disruption Is Hybrid Work—Are We Ready?’, questionando se estamos prontos para o modelo híbrido.

Aqui no Brasil as empresas já estão considerando esse formato, onde parte do trabalho é desenvolvido de forma remota e partes do escritório. Esse último ano funcionou como um test drive onde as organizações tiveram uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. Ficou claro que é possível trabalhar de casa e apresentar resultados positivos. Ganha a empresa e o funcionário que não precisa se deslocar horas por dia em um transporte público ou pegar trânsito. Por outro lado, existem pontos de atenção que a empresa precisa ter em relação a interatividade de equipe, por exemplo, onde a falta dela pode trazer complicações.

Países como Estados Unidos, Nova Zelândia e alguns da Europa, que já estão com a vacinação em ritmo mais avançado, já estão validando o modelo híbrido onde funcionários vão a empresa alguns dias e trabalham de casa outros. E pegando um exemplo na prática, temos a Microsoft que foi a cobaia para pesquisa que está testando internamente o modelo híbrido para mais de 160.000 funcionários ao redor mundo.

Por aqui, acreditamos que trabalho híbrido é inevitável, nas áreas que forem possíveis, e líderes empresariais estão promovendo atualizações para acomodar o que os funcionários desejam: o melhor dos dois mundos. O estudo diz, por exemplo, que 66% dos gestores entrevistados estão considerando promover mudanças físicas nos escritórios já se adequando à necessidade de 73% de funcionários que dizem querer mais flexibilidade.

Estamos todos aprendendo à medida que avançamos, mas sabemos duas coisas com certeza: o trabalho flexível veio para ficar e o cenário de talentos mudou fundamentalmente. O trabalho remoto criou novas oportunidades de trabalho para alguns, além de mais tempo para a família e não necessidade do deslocamento diário. No entanto, as equipes ficaram mais isoladas este ano e o esgotamento digital é uma ameaça real e insustentável, destaca a pesquisa.

Com isso, é necessário levar cada vez mais em conta a humanidade e empatia para ambientes profissionais. Vídeos chamadas básicas para saber como o funcionário tem lidado com o dia a dia, se mostrar aberto e atento para ouvir, além de ser solidário para ajudar nos problemas vai ajudar muito a fortalecer essa relação de gestores e funcionários que é tão importante. E todos saem ganhando.

Alguns dados de destaque na pesquisa:

  • Com mais de 40% da força de trabalho global considerando deixar seu empregador este ano, uma abordagem cuidadosa ao trabalho híbrido será crítica para atrair e reter talentos diversos.
  • Um em cada cinco entrevistados da pesquisa global disse que seu empregador não se preocupa com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 54% se sentem sobrecarregados. 39% se sentem exaustos. Além disso, funcionários chamam atenção para o esgotamento digital com alto volume de reuniões e chats que aumentam a cada dia.
  • A Geração Z, que nasceu entre 90 e 2010, está enfrentando mais desafios. Desde trazer novas ideias para a mesa, até simplesmente se sentir engajado ou animado com o trabalho.
  • A normatização do que acontece no dia a dia das casas aumentará a produtividade e o bem-estar. À medida que as pessoas enfrentavam um estresse sem precedentes, balanceavam creches e educação em casa, trabalhavam em salas de estar, acalmavam cachorros latindo e afastavam gatos curiosos, algo mudou: o trabalho se tornou mais humano.

Não se afastando muito de outros países, o Brasil adotava um modelo de trabalho muito conservador, onde existia o medo do funcionário que não estivesse sentado na mesa do escritório pelo menos de  9 às 18h não estivesse produzindo. Além disso, muitas empresas adoravam ver seus times fazendo longas horas extras – algumas ainda utilizam este método para identificar “profissionais dedicados” – . Contudo, hoje o home office mostrou que era uma visão equivocada e, por mais que tenham empresas que não passem a adotar o modelo híbrido, essa discussão está aberta e o debate sobre esse ponto só vai trazer benefícios. 

E você, o que pensa sobre o modelo de trabalho híbrido? Participe dessa discussão deixando seu comentário.

Quão produtivo você acredita ser em seu dia de trabalho de oito horas? Pode haver algumas maneiras de definir a resposta:

Semi Produtivo: você está no meio do caminho, mas ainda relaxa ocasionalmente.

Ordinário: você realmente não tenta, mas de alguma forma você consegue fazer as coisas.

Nível superior: você gosta de se manter super ocupado.

A relação entre vida pessoal e profissional pode implicar diretamente na produtividade das pessoas. Há uma constante busca para se trazer equilíbrio entre essas duas realidades, tendo em vista as constantes e velozes necessidades de adaptação.

Recentemente, a Bullseye realizou uma pesquisa sobre a relação entre tempo da jornada de trabalho e produtividade. 58% dos pesquisados concordaram que uma redução na jornada de trabalho pode trazer impactos positivos em sua produtividade.

87% dos pesquisados acreditam numa resposta positiva na redução da jornada de trabalho. Esse tempo, dedicado a outras atividades, bem como maior convívio com a família e outras atividades de interesse, pode trazer a sensação de maior completude no indivíduo, que retorna à empresa com maior disposição e dedicação para suas tarefas diárias.

As organizações já entenderam que sua produtividade relaciona-se diretamente ao bem-estar de seus colaboradores. Com maior tempo para dedicar a outros assuntos de interesse, o nível de estresse dos colaboradores tende a diminuir, conseguindo entregar melhores resultados no dia a dia.

Cumprir uma extensa jornada de trabalho com inúmeras tarefas não é sinônimo de produtividade. Antes de mais nada, é necessário entender que há uma grande diferença entre horas trabalhadas e a percepção do tempo investido nas tarefas.

CARGA DE HORÁRIO REDUZIDA REALMENTE FUNCIONA?

Não se trata de dedicar mais tempo à família ou ter menos tempo de trabalho. Trata-se de buscar uma vida mais equilibrada.

Talvez, aplicar uma redução na jornada de trabalho possa não ser algo tão simples de se implementar em todas as organizações. Mas, para aquelas organizações que se interessarem em fazer o experimento a fim de entender como seria essa realidade, existem pontos que podem ser observados hoje para avaliar se a redução pode trazer benefícios.

Uma organização resiliente é aquela em que os indivíduos têm a capacidade de absorver e se adaptar em um ambiente em mudanças para permitir que atinja seus objetivos, sobreviva e prospere.

Entretanto, não há uma estratégia ou solução única para tornar uma organização resiliente. Essa característica requer uma abordagem estratégica e coordenada e deve abranger pontos como:

  • agilidade e adaptabilidade
  • gerenciamento de mudanças
  • diversidade de solução
  • gestão de riscos

Organizações resilientes são ágeis, rápidas para responder às mudanças e focadas nas necessidades dos clientes, que exigem uma personalização em vez de padronização.

Segundo estudo global da Deloitte, as organizações resilientes apresentam um desempenho maior em tempos de incertezas. Em tempos de transformação contínua, é esse perfil que aproveitará melhor as oportunidades frente às mudanças.

FLEXIBILIDADE/ADAPTABILIDADE FORAM CLASSIFICADAS COMO AS CARACTERÍSTICAS MAIS CRÍTICAS PARA O FUTURO DE UMA ORGANIZAÇÃO

Qual dessas características se tornou mais importante para a sua organização?

Esse mesmo estudo ressaltou 5 atributos que cooperam para estratégias mais ágeis, implementação de tecnologias e a criação de uma cultura organizacional mais adaptativa. Esses atributos são:

  1. Preparação: resultados planejados, tanto a curto quanto longo prazo;
  1. Adaptação: entendimento de que a adaptabilidade é essencial; uso maior de forças de trabalho flexíveis;
  1. Colaboração: tomadas de decisão mais ágeis, diminuição de riscos e maior inovação;
  1. Confiança: confiança entre líderes e colaboradores torna o ambiente mais sólido;
  1. Responsabilidade: responsabilidade além do financeiro; preocupação com o interesse de todos os stakeholders;

Dado o ritmo de mudanças nas indústrias, este é o momento propício para avaliar a resiliência e a agilidade de sua empresa e fazer os ajustes necessários para garantir que esteja pronta para quaisquer mudanças que o mercado traga.

2020 provavelmente será lembrado como o ano em que o local de trabalho e a forma de se trabalhar mudaram para sempre. De medidas de segurança nos espaços físicos – e também, nos digitais – até reuniões virtuais feitas de casa, as organizações precisaram reimaginar cada aspecto da sua cultura de gestão.

O que é essencial para um bom desempenho? Como a vida pessoal molda a vida profissional? O que nossos valores realmente significam para as pessoas e para o mundo, quando enfrentamos uma mudança tão brusca em tão pouco tempo?

Enquanto se navegava por essas questões ao longo do ano, descobertas transformadoras foram realizadas e um novo potencial de desempenho foi explorado. Após um ano de muitos desafios, as pessoas se encontram com décadas de lições valiosas de aprendizado sobre a forma de se trabalhar.

E aqui estão algumas das principais lições sobre esse ano.

ACEITAR QUE NEM TUDO É CONSTANTE

Vivemos em um mundo de mudanças, apesar de, às vezes, não lembrarmos de nos atentar a este “detalhe”. No entanto, 2020 foi um lembrete contundente dessa realidade e da necessidade de estarmos melhor preparados. É fácil nos adaptarmos à rotina, mas precisamos ter certeza de que estamos continuamente sendo desafiados e nos adaptando aos desafios, que nos levarão a um caminho de evolução constante.

Questões como trabalho remoto, por exemplo, são uma novidade para uma grande maioria de colaboradores. Diante do cenário atual, sem dúvidas, é um método que veio para ficar, mas que também apresentará suas mudanças ao longo dos processos e de suas adaptações.

MUDANÇAS NAS FORMAS DE TRABALHAR

Como uma medida para proteger seus colaboradores e continuar suas atividades, as organizações implementaram a modalidade de trabalho remoto, fazendo com que seus trabalhadores desempenhassem suas funções de casa.

Embora fosse necessário para salvar vidas, essa medida separou fisicamente as pessoas de suas equipes e dos sistemas pelos quais são responsáveis. O novo método de trabalho também trouxe uma certa pressão sobre as pessoas, afinal, se tratava de uma “novidade”.

Porém, o que se viu foi a descoberta de novas formas de se trabalhar. Anteriormente dependentes de um modelo imposto, as organizações precisaram criar novas estratégias para manter seus colaboradores produtivos e engajados

Apesar de, no início, haver uma crença de que a produtividade e engajamento dos colaboradores diminuiria, encontramos um cenário diferente, onde 58% das organizações afirmam que os números se mantiveram alinhados ou, até mesmo, cresceram.

Isso se deve, em muito, ao fato da nova valorização do tempo com o trabalho e com a família. Com essa nova modalidade, os colaboradores passaram a ter maior economia de tempo, refletindo em sua qualidade de vida. Isso os levou a um envolvimento maior com suas tarefas, permitindo melhores resultados.

ESTABELECIMENTO DE NOVOS VALORES

Como dissemos, houve uma nova percepção sobre a valorização do tempo. As novas condições de trabalho proporcionaram mais tempo para que as pessoas pudessem repensar uma série de questões sobre suas vidas.

Precisamos citar aqui a valorização das pessoas; em como as organizações passaram a enxergar seus colaboradores com novos olhares e a valorizar sua importância como agentes de sucesso do seu negócio.

Isso se deve, em grande parte, ao trabalho que o RH exerceu com maestria, que levou gestores a entenderem que, para a organização ter sucesso, era preciso cuidar e focar nas pessoas que compõem seu time. 

A proeminência da Experiência do Colaborador, realmente cresceu. As organizações passaram a olhar com mais carinho e atenção para seus colaboradores. Esses, por sua vez, passaram a se sentir mais valorizados, o que os leva a uma busca por melhorar seu desempenho constantemente.

E essas relações também se fortalecem, simultaneamente, entre as organizações e seus parceiros. Relações antigas foram fortalecidas e novos parceiros foram conquistados com estratégias eficazes, a fim de se manter o crescimento em meio ao cenário desafiador. As organizações que se atentaram às relações com seus parceiros, obtiveram resultados positivos.

“Os players do mercado dão valor aos vínculos e parceiros mais próximos. Isso foi uma ótima experiência para a Bullseye. Não paramos de trabalhar em nenhum momento durante o ano. Nossa demanda, inclusive, aumentou substancialmente em comparação a anos anteriores e acreditamos que este aumento seja o reconhecimento do tipo de trabalho que estamos fazendo

Leonardo Sampaio | Partner, Bullseye Executive Search

RESILIÊNCIA COMO FERRAMENTA CHAVE

Se tem algo que esse ano nos trouxe, foram mudanças. A transformação está se tornando cada vez mais presente no dia a dia dos negócios e, com isso, precisamos saber nos adaptar aos acontecimentos e nos preparar para as possíveis incertezas.

Quer se trate de novos métodos de trabalho, tecnologias emergentes ou maior ênfase no envolvimento com os colaboradores, mais mudanças estão por vir. Acolher estas mudanças e também as incertezas, ao invés de somente se preparar para elas, poderá ser a diferença entre prosperar ou apenas se manter no mercado.

Uma das coisas mais importantes que as empresas aprenderam em 2020 foi aumentar a sua capacidade de adaptação às mudanças. Mas para isso, aprendemos que os colaboradores precisam ser ágeis e resilientes. Não só profissionalmente, mas também mental e emocionalmente.

As organizações que passaram a apresentar novas estratégias a fim de estabelecer um estado de resiliência organizacional, possibilitaram melhorias em seu desempenho em meio aos novos modelos de trabalho. 

Essa resiliência mostrou nossas habilidades de adaptação, o que nos levou à uma evolução e a encontrar novos caminhos para solucionar, de forma criativa e eficiente, os desafios do dia a dia.

Talvez a lição mais clara que aprendemos neste ano é que estamos juntos, como seres individuais, sociais e parte de algo maior. Isso significa que a colaboração e as parcerias cresceram em importância como ferramentas para gerar resultados mais sólidos. Para as empresas, 2020 foi um momento para organizar todos os recursos internos. Para as pessoas, descobrir sua força interior e o que as motiva.

Agora, precisamos desenvolver estratégias que nos levem a dar continuidade a tudo o que aprendemos.
Juntos podemos sustentar essas estratégias positivas que criamos para superar os desafios que 2020 trouxe e aplicá-las para atender com eficácia quaisquer demandas que o mundo nos trará no futuro.

Quando falamos sobre a espinha dorsal de uma organização, sempre podemos relacioná-la a seus colaboradores. No entanto, não podemos esquecer que os gestores são peças chave para o sucesso da organização .

Como desempenham um papel fundamental, isso traz ao nosso tópico principal a eficiência de um gestor numa organização. O aumento dos resultados positivos e seus respectivos indicadores são diretamente impactados pelos objetivos determinados e conquistados pelos líderes. Suas ações e comportamentos surtem efeito direto sobre o desempenho dos integrantes das equipes. Portanto, podemos admitir que o sucesso de uma ação ou objetivo se inicia na eficiência da liderança e sua representatividade.

O artigo que preparamos enfatiza como o gestor pode maximizar sua eficiência para manter a produtividade e o engajamento.

POR QUE A EFICIÊNCIA DO GESTOR É VITAL?

A cultura organizacional apresentou uma mudança significativa ao longo da vida de uma empresa, porém tem sido mais acentuada desde a virada do último século. Dentre as mudanças percebidas, podemos destacar como os líderes passaram a dar autonomia à sua força de trabalho. Um estudo realizado pela universidade Harvard prova justamente esta teoria, quando afirma que colaboradores que realizam suas tarefas com maior autonomia possuem um melhor desempenho do que os que são constantemente supervisionados. A autonomia desperta nos times a sensação de pertencer à organização, pois passam a perceber que seus gestores têm confiança em seu trabalho e isso proporciona uma melhoria no ambiente organizacional e nos resultados.

Maximizar a capacidade gerencial agora se tornou essencial para as organizações. No entanto, precisamos saber quão importante ela é para o sucesso e a sustentabilidade da organização a longo prazo.

Alguns pontos necessários para se manter em mente:

  • Mudanças que transformam: o mundo, em rápida mudança, exige que as organizações mudem frequentemente seus modelos de negócios. A eficiência do gestor fornece percepções confiáveis e úteis para ajudar as equipes a se adaptarem rapidamente à nova estrutura;
  • Taxas de rotatividade: quando os gestores se preocupam em entender as necessidades e requisitos dos colaboradores, mostram seu comprometimento com as pessoas, gerando credibilidade como bons líderes, o que reduz a taxa de rotatividade no longo prazo.
  • Melhor desempenho: sua capacidade está diretamente relacionada ao alto desempenho e aos níveis de satisfação dos colaboradores. Quando atendem aos problemas dos seus times e tentam resolvê-los, afetam positivamente seus resultados. 

MAXIMIZE A EFICIÊNCIA DOS LÍDERES COM ESSAS DICAS SIMPLES

1 – Promova qualidades que importam

Ser um gestor eficiente exige dedicação. É preciso se alinhar com as metas organizacionais para obter sucesso. E para alcançá-lo, é preciso incorporar as características de um verdadeiro líder.

Uma maneira eficaz de descobrir e assimilar essas características é através de feedbacks com os colaboradores, identificando as qualidades que estes enxergam como um valor para a liderança. Para acelerar ainda mais esse processo, separamos para você 6 habilidades de gestores de sucesso, para que aprimore ainda mais sua liderança.

Depois desse mapeamento, o ideal é trabalhar em torno dessas qualidades que trarão mais valor para você e a equipe, a fim de aumentar os resultados positivos de acordo com os cenários desejados pela organização.

2 – Crie confiança mútua

Gestores confiáveis são os líderes que os colaboradores gostam de seguir. Nesse papel, quando se cria um vínculo com os times em que o respeito e a confiança mútuos estão presentes, eles tendem a reconhecer sua competência.

Para fomentar esses laços, é necessário responsabilidade e transparência. Além disso, respeitar os colaboradores, apoiá-los quando for preciso e fornecer os recursos necessários, são ações fundamentais. 

3 – Faça uma boa definição de metas

Para o melhor funcionamento das operações diárias, o gestor precisa definir metas alcançáveis para os colaboradores. Quando diretrizes claras são oferecidas, os times encontram um propósito em seu trabalho. E com objetivos realistas apresentados, os líderes serão capazes de trazer mais eficiência nos diferentes departamentos.

Portanto, estabeleça metas alcançáveis e monitore o progresso. Caso surjam problemas durante o processo, será mais prático sugerir soluções.

Quando possível, inclua os times no estabelecimento das metas e estratégias. Isso gera compromisso e conformidade. 

4 – Seja colaborativo

De modo geral, os líderes buscam montar equipes que criam planos para melhorar o desempenho da organização.  Uma forma de estabelecer a colaboração real é quando as equipes são envolvidas em decisões significativas que afetarão a organização. É a sensação de se reconhecer como parte importante do todo.

Para aumentar ainda mais essa coparticipação, o gestor pode fazer bom uso dos feedbacks com os colaboradores, incluindo suas opiniões em diferentes assuntos da organização. Deste modo, as pessoas passam a perceber que suas sugestões e percepções podem trazer melhorias  ao ambiente onde estão inseridas e, até mesmo, nos processos dos quais fazem parte. É um sistema de aperfeiçoamento, onde o próprio “usuário” do processo o avalia e o torna mais eficiente.

Essas práticas garantirão recursos de gestão eficazes e os colaboradores se sentirão mais valorizados, o que tende a resultar num melhor desempenho.

Vale sempre lembrar que um dos cenários mais destrutivos para uma organização  é o de um líder que não desenvolve e valoriza sua própria equipe. 

5 – Delegue tarefas

Os resultados de um gestor podem ser medida quando ele consegue extrair o melhor de suas equipes. E uma das melhores maneiras de fazer isso é conhecê-los adequadamente, delegar tarefas e atribuir responsabilidades coerentes aos colaboradores.

Quando o trabalho é delegado, o processo se acelera e os resultados tornam-se exponenciais. Essa é uma ampla oportunidade para os colaboradores aprenderem mais, aumentarem sua confiança e desenvolverem qualidades de liderança ao longo prazo.

6 – O reconhecimento é importante

O reconhecimento justo é um fator diretamente ligado ao nível de satisfação profissional. Não se deve subestimar o poder do reconhecimento e a dinâmica positiva que ele traz na organização. Com ele, há um aumento no desempenho e engajamento dos colaboradores na equipe.

O mais importante do reconhecimento é promover o desenvolvimento da carreira do colaborador. Eles não trabalham, necessariamente, só por metas, mas para trazer significado à suas vidas e ao meio onde estão inseridos.

RESUMINDO

Um líder de sucesso combina continuidade com mudança. Como um gestor eficiente, busque planejar em favor do futuro de sua organização iniciando mudanças, em vez de simplesmente reagir a elas. 

Essas dicas de liderança e gestão servem como uma forma de contribuir com os líderes através das perspectivas presentes em seu dia a dia. A aplicação dessas ações  poderá proporcionar uma melhora em seus resultados, bem como a dos demais colaboradores.
Quais outras ferramentas ou estratégias seus gestores aplicam no dia a dia? Que outras habilidades julga importantes para uma liderança eficiente?